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sexta-feira, 1 de junho de 2012

A SIMPLE PRAYER



"Lord,
 Help me to remember
 that nothing is going to happen to me today
 that You and I together
can´t handle." (*)

Eu adoro esta oração!

A primeira vez que a vi foi na Catedral de Salisbury na Inglaterra. Visitei a igreja e depois fui à lojinha para comprar lembranças. Entre tantos bloquinhos, canetinhas, canecas, paninhos, caledários e cartões, lá estava ela, como um postal...

"...You and I together..."

Gosto dessa parceria com Deus. Gosto dessa co-autoria nos milagres. Me emociona a co-responsabilidade.

A oração nos relembra que não dá para colocar a nossa vida, os nossos medos, nossas angústias, os nossos problemas apenas nas mãos dos outros, ainda que este outro seja Deus. Temos que fazer a nossa parte. Mesmo que seja a mais simples. Menos importante. A que pareça que não vai fazer diferença. Mas faz.

Viver é tarefa em mutirão. Minha vida, os meus gestos, minhas omissões, se embrenham e se entrelaçam na vida, nos gestos, nas omissões dos outros. E deixar de fazer não afeta só a nós, mas ao outro também e isso, por tabela, interfere e, muitas vezes, fere a nós mesmos. Estamos atrelados ao próximo que, em muitos momentos, não amamos como a nós mesmos. Por pecado ou, simplesmente, por descaso.

Por descaso... E como um assunto puxa outro... 

Por que falar nisso hoje? Por causa da Rio+20. A cidade já se prepara para o evento e as discussões sobre o futuro do planeta se acaloram. Como um grande efeito estufa.

"...You and I together..."

Será que precisaríamos de tanto esforço, tantas discussões, tantas lutas e reivindicações se TODOS tivéssemos tatuadas na alma estas quatro palavras.


VOCÊ E EU JUNTOS...

Você que está ao meu lado. Você que mora bem longe. Você que eu nem conheço. Você que acredita em Deus e você que já deixou de acreditar... Você, meu parceiro. Você, um desconhecido. Você, estrangeiro. Você, de todas as raças e credos e orientações. Você, com seus medos e seus sonhos. Você que nem é Deus. Você que respira, na clausura do mundo, o mesmo ar que eu respiro.

VOCÊ E EU JUNTOS... PODEMOS FAZER UM BOCADO DE COISAS! 

Mas... Talvez nos falte tempo, ou vontade, ou esperança. Ou tudo seja apenas um grande descaso... Então, nos omitimos e cobramos dos outros. E esperamos que os outros façam o que deixamos de fazer. E exigimos do outro a postura e o afinco que tantas vezes não conseguimos ter.

A foto foi tirada em outras terras, distante do Brasil. O rio está mais limpo que os nossos, mas o principio permanece presente. Continuamos sujando, nós, seres humanos. Homo Poluentis... Até quando?

E enquanto as discussões não terminam e não se encontra uma resposta positiva e final para o problema... Retomo a oração, pelo menos eu e Ele vamos tentar fazer nossa parte...

"Lord,
Help me to remember
that nothing is going to happen to me today
that You and I together
can´t handle."

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Nota sem explicação: Hoje, o porteiro do meu prédio me entregou a Revista Escola e me perguntou se eu também era professora. Me disse que é professor de História e que costumava usar as ideias da revista em suas aulas...
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Amém?

(*) Senhor, Ajude-me a lembrar que nada vai acontecer comigo hoje que Você e eu juntos não possamos resolver.

(in pblower-vistadelvila.blogspot.com)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

FINALMENTE, MARIEDOGGY!!!!


Para quem não leu ou não lembra, devo informar que, nos últimos tempos,  o mundo passou por um grande perigo. Nosso planeta estava a um passo de enfrentar a destruição total!!!!

Embora não veiculado pela grande mídia, o fato é que, quase confirmando profecias maias, a Terra podia hoje não mais existir.

Relembremos alguns dados que darão sentido a nossa história.

Inverno londrino e a mais secreta dupla de super heróis intergaláticos (Aunty Pat & Danny Boy) estava em Oxford Circus a procura de uma capa que trazia em seu forro os planos de uma gigantesca invasão alienígena.





Foi então que ouviram em pleno Tube: Bomb alert!!!!! Leave the station!!!! Ao saírem da estação, viram nos céus uma grande nave e foi aí que houve a primeira explosão!!!!!





Tal explosão desencadeou uma onda energética que os impedia de pensar e, então, decidiram convocar os outros membros da equipe.



S.J.W., o mais eficiente e genial cientista, especialista em fontes alternativas de energia.



MummyCel, expert em comunicação com celulares de última geração.




E, CyberKarolSister, uma super especialista em cibernética.

E foi ela que, com seus equipamentos de última geração, indicou que todos deveriam ir a Temple Church, pois era lá que estava a origem de todo o problema.

Em segundos, a equipe foi como que teletransportada para a igreja e foi lá que uma força energética intensa e desconhecida paralisou a todos.

Em desespero, Aunty Pat lembrou que apenas uma criatura, por seu tamanho diminuto e sua complexa construção robótica, poderia resistir a tal força: MarieDoggy! E, somente Danny Boy poderia ativá-la, desenhando-a com seu lápis especial.

Ao final de nosso último episódio, todos gritavam em uníssono: Danny Boy, ative MarieDoggy, por favor!!!!

O esforço era dantesco. Quase sem forças, nosso herói tentava rascunhar o nano robô que salvaria a todos. Mãos trêmulas, têmporas cobertas de suor... Mas por mais que ele se esforçasse, MarieDoggy não era ativada.

O tempo passava impiedosamente até que MummyCel propôs que todos o ajudassem. Mas como????? Todos perguntaram. Ativem seus super celulares androidianos e galáticos. Todos sigam a mesma frequência que eu indicar.

E todos tomaram nas mãos seus super mega cels e buscaram a localização de MarieDoggy.



Consegui localizá-la!!!! Gritou Aunty PatEstá nas Highlands!!Está quase chegando!!!

E não tardou muito para que nossos heróis pudessem ver, em um canto da secrestia, o pequeno clarão provocado pelos microfoguetes em suas patas.


MarieDoggy havia chegado.

Quase já desfalecidos, todos a receberam com enorme alegria. E a euforia aumentou quando perceberam que a energia emanada pela nano robô, recompunha as suas forças.

S.J.W.  foi o primeiro a falar.  MarieDoggy, o que está acontecendo? Em todos os meus anos de pesquisa de fontes de energia, nunca vi nada parecido. A força que nos atacou era algo inimaginável. Quem ou o que era ela?

E CyberKarolSister complementou. O que era aquela nave em plena Oxford Circus?

Vou começar pelo fim, explicou MarieDoggycom sua voz sintetizada. A enorme nave que vocês viram, nunca existiu. Foi mero resultado de hipnose coletiva. A nave e a explosão. Para todos os outros, humanos comuns, nada aconteceu. Era de vocês que eles queriam chamar atenção.

Como???? Quem??? Onde???? Hipnose coletiva??? Todos se sentiam atordoados. Todos queriam fazer perguntas. Saber mais.

Danny Boy retomou o equilíbrio e quis entender melhor. Mas foi um ataque! Retiraram as nossas forças e se você não chega a tempo, teríamos morrido!!!

Não teriam, não. Agora, MarieDoggy falava com outra voz. Era claro que, naquele momento, a nano robô estava sendo usada como um rádio transmissor.




Olhos vidrados, respiração ofegante, apenas sua boca se movia.

Quem é você? S.J.W. perguntou.

Sou... Não. Somos. Somos alienígenas de outros tempos. Para nós, não nos importa o lugar, mas a era. Somos tão ou mais terráqueos que vocês. Caminhamos no tempo. E, justamente por isso, já vimos muito. Já vimos demais. E quanto mais vemos, menos vocês aprendem. Podemos em apenas um dia, visitar as Cruzadas pela manhã, as Guerras Mundiais à tarde e à noite, passar pelo Vietnã e Afeganistão.

Somos os filhos dos filhos de seus bisnetos. Estamos cansados. Quando acreditamos que vocês acharam um caminho melhor, vocês continuam insistindo em matar. Matam de fome. Matam de raiva. Envenenam. Poluem. Matam sonhos e esperanças. Matam.

Mas agora chega! Perdemos a paciência. Que mundo louco esse que vocês nos legaram! Estamos aprendendo do zero a reconstruir.

Decidimos em uma grande convenção, com o voto de todos, depois de muito debate... Teses, antíteses... Que a síntese seria a sua destruição. Pacificamente votamos pelo nosso fim também. Destruiremos vocês agora e não mais existiremos. Daí não será necessário o esforço que estamos fazendo agora.

Temos grandes cientistas. Grandes professores. E todos, toda a população da Terra está empenhada em desfazer o que nossos ancestrais... Vocês! ... Fizeram ao longo da história.

Nossas famílias, a quem amamos muito, vivem em um deserto poluído por sua culpa. Estamos cansados. Ao invés de armas, temos grandes máquinas para tirar do solo o pouco de água que ainda resta. Trabalhamos em mutirão! Não importa quem precise. Se alguém precisa, todos trabalham por um bem maior. Mas estamos cansados de tanto trabalho. Vocês não nos legaram nada de bom.

Temos grandes cientistas, médicos, professores, poetas, músicos, engenheiros e arquitetos... Mas... Herdamos de vocês... O Caos!!!! Então, decidimos destruí-los. Aqui e agora!

Aunty Pat tirou do fundo do coração a coragem para interrompê-lo. Se já estão decididos, por que, para que nos avisar? Se a decisão  é definitiva, para que nos envolver nessa história?

Silêncio...

O que vocês descrevem como caos e destruição é, para nós, esperança de um futuro melhor. Se agora destruímos, você nos contou que, um dia, juntos saberemos construir. Qual é a distância de sua Terra para a nossa? Alguns séculos? Muitos séculos? Não sei... Mas é muito bom saber que os filhos dos filhos de nossos bisnetos são muito melhores que nós. A sua destruição... É a concretização de nossa esperança. Destrua-nos, e vocês serão mais cruéis e mais bárbaros do que todos nós em todos os tempos.

Silêncio...

Ou, então, vocês estão aqui para confirmar uma das características de nós, humanos. Necessitamos odiar alguém em algum lugar. Pelo que vejo, isso eu acho que não mudou. Será que um dia vai mudar???

Então voltem para seu tempo e continuem o seu dever de casa. Vocês também ainda têm algo a aprender.

Construir, reconstruir... Essa, talvez, seja a sina de nós, seres humanos.

Talvez o dia em que não precisemos mais de bodes expiatórios, encontremos finalmente a nossa verdadeira casa, em um tempo verdadeiro, em nosso verdadeiro lugar.

Antes disso... Nós e vocês continuamos só a caminhar.

MarieDoggy desfaleceu e todos correram para ajudá-la. Quando falou... Falou com sua voz sintetizada... O que aconteceu?...

A gente te conta enquanto voltamos para casa... MummyCel respondeu.

Mas e o ataque? A nave? As explosões?... MarieDoggy queria saber.

Foi só hipnose coletiva... Hipnose... Danny Boy respondeu.

Refeitos do susto, os heróis se prepararam para partir. Ninguém soube do ocorrido... Talvez todos precisassem saber.

Não importa. Eles sabem... Os super heróis intergaláticos. E permanecem atentos e sempre prontos a salvar a humanidade.

Contem com eles!!!



Nota 1: Para conhecer toda a história, buscar no blog os textos, THE ESCAPE (maio de 2011) e A AVENTURA CONTINUA (junho de 2011)

Nota 2: Todas as ilustrações by Daniel Fernandes.

(in pblower-vistadelvila.blogspot.com)