Semana corrida entre Rio e São Paulo, matando saudades de queridos amigos venezuelanos. Foi bom ver as duas cidades através do olhar estrangeiro e curioso de Claudia e Frank.
Deixo, então, com vocês, nesta sexta-feira de névoa muito baixa e prenúncio de sol forte ... (Meu pai dizia: Névoa baixa, sol que racha!)... Deixo com vocês um poema antigo. Um de meus poemas de que mais gosto. Poema do início dos meus trinta anos, quando já sabia que adulto tem os pés no chão, mas eu insistia em querer voar.
A GARÇA
pássaro lago
com seu perfil de agulha
me empresta a asa
com que se inventa o vôo
pássaro lago
com seu olhar de espanto
me ensina o vôo
em que se vela o todo
pássaro lago
com suas penas brancas
me ensina a ter
a placidez do lodo
Nota1: Poema publicado em O Vôo de Vidro, Prêmio UERJ 40 anos. 1992
Nota2: Foto tirada em Los Roques, Caribe venezuelano.
(in pblower-vistadelvila.blogspot.com)