quinta-feira, 28 de novembro de 2013

E FUI...

Me perdi por Bordeaux e seus arredores. 

Bordeaux, esta cidade massissa, medieva e generosa.

Visitei St Emilion. Me perdi por vinhedos. Tive aulas com enólogos. 

Não bebi vinhos, provei sutilezas.

Agora... Nesta madrugada fria e insone, relembro sabores...

Bordeaux é um abraço apertado.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

DE NOVO...


Está certo. Podem dizer que estou deixando a desejar. Uma nova 6a-feira sem um texto, ainda que bem curtinho. Mas prometo, estou colecionando histórias. Me aguardem só um pouquinho...

No mais, mais fotos. Agora de Londres e Paris e Rennes e Le Mont St Michel...













quinta-feira, 14 de novembro de 2013

PARA CARLINHA


E cá estou eu de volta. Na hora certa de chegar e já partir. Desfazer as malas para refazê-las em menos de três dias. Agora, quem me espera são outras terras... Do outro lado do Atlântico. Uma viagem atropelou a outra e eu só tive um tempinho pelo Rio para desfrutar do dia mais quente do ano (até agora!). 40 graus e sensação térmica de 50. Difícil até de respirar...

E eu fazendo a malinha... Suéter, cachecol, luvas e outros adereços. Nunca acredito que vou usá-los dali a poucos dias. 

Uma amiga me sugeriu que eu fizesse a mala trancada em um quarto com o ar condicionado no máximo. Fez sentido. Quase acreditei que na Europa já está fazendo um friozinho. 

Mas o texto de hoje é sobre outra coisa. Uma despedida. Não... Despedida que nada... É sobre o fechamento de um ciclo. Hoje, justamente no horário de meu embarque, vai haver um happy hour em homenagem a uma das mais brilhantes profissionais da Cultura Inglesa/Learning Factory: Carla Chaves.

Brilhante professora!
Brilhante coordenadora!
Brilhante editora!
Brilhante criadora!
Maravilhosa criatura!

Dessas raras pessoas que são feitas de engenho e arte.

Grande e querida amiga, com quem, por anos, tive o prazer de trabalhar, aprender, dividir desafios, sonhar. Sonhar despudoradamente, acreditando que educar é ato de amor. É arte de armar... E construir... E fazer e refazer... Quebrar a cabeça até que se possa chegar a corações e mentes.

Carla é uma pessoa que sabe muito sobre crianças... Talvez porque nunca tenha aberto mão de ser uma delas. Gosta de brincar. De se perder por histórias. Acredita em fadas e (infelizmente) em bruxas também. Gosta de brincar de bonecas (com a sua Jana em especial!). Gosta de voar em tapetes mágicos tecidos com o fio de sua invejável imaginação. Às vezes faz pirraça e chora também. Mas, como boa criança, esquece logo... Engole o choro e abre o mais saboroso sorriso... Prenúncio de deliciosas gargalhadas.

Não vou poder estar com ela em seu happy hour, mas... Amiga, tome uma caipirinha por mim. E brinde como se fosse eu... Com direito a discurso. Porque você merece.

Brilhante educadora!

Que você continue ensinando e aprendendo por muitos anos ainda. Cumprindo seu oficio maior que é o de ser Carla Chaves. 

Brilhante...

Não, você não é joia... 

Você é dessas raras pessoas que são o tesouro e o mapa da mina!


Nota: A foto com Ricardo Sili é intencional. Chamemos de sincronicidade. Dois queridos amigos que começam a seguir novos caminhos. Muito sucesso para os dois! 

(in pblower-vestadelvila.blogspot.com)

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

1 POKIM +

Como ainda estou na California, vamos chamar este período de férias do blog. Mas, como blogs não tiram férias, aí vão algumas fotos como prévia de prometidos textos.








quinta-feira, 31 de outubro de 2013

GAROTA, EU TÔ...

Esta semana, não tem história, reflexão ou poema. Esta semana tem aviso. Oportunidade de viagem não se perde... E a chance surgiu!

Garota! Meninos e meninas! Estou na California... Em San Francisco! E, quando voltar, prometo, levo um monte de histórias para contar.

Por enquanto, venham comigo, surfar nos dias... Com olhos de ver!






(In pblower-vistadelvila.blogspot.com)

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O QUE SERÁ QUE ELES TÊM?


Em uma dessas noites em que o sono veio, mas depois sumiu. Numa hora torta como costumo chamar, liguei a televisão e peguei por acaso a reprise de uma entrevista com um filósofo rabino de quem não guardei o nome, pois essas minhas súbitas insônias me provocam eventuais amnésias.

Mas nada disso tem verdadeiramente importância. O que valeu mesmo foi que a certa altura da entrevista, quando perguntado sobre a crise mundial e sobre as mazelas humanas, o filósofo rabino, do alto de seus mil anos e por de trás de suas brancas barbas deu um sorrisinho maroto e me segredou: Há que se ser otimista.

Pensei que tivesse caído no sono e estivesse sonhando, porque alguém, não só filósofo como também rabino, falando de otimismo me pareceu ficção.

O programa terminou e eu fiquei remoendo...De onde se pode tirar otimismo neste inicio de século, em meio ao mundo com suas mazelas e crises?


Márcia veio jantar com a gente ontem. Quando tocou a campainha, Marie correu pressurosa em direção à porta,  saltitante e latindo. (Ela salta quando late). Porta aberta e saudações de ambas as partes. Latidos entrecortados por habituais comentários: Como você está minha pequenininha? Tenho medo de te pisar! Você está lindinha!

Fomos, as três, eu, Márcia e Marie em direção à sala. Marcinha se jogou na poltrona, exaurida e encalorada, e fechou a série de cumprimentos: Vem cá, pequenininha. Você quer carinho?

E, então, olhou para mim e sentenciou: Uma coisinha assim enche a casa, né?

Enquanto a cena acontecia, Carol chegou na sala também e ficamos todas ali, rindo muito. Tudo uma grande brincadeira. Um recreio. Descompromisso.

Uma coisinha pequenininha, como diz Márcia. Não chega a ter dois palmos de corpo e não pesa mais que um quilo e meio. E, a sua volta, a festa se faz. Sempre.

O que será que esses bichinhos têm? Que nos fazem sorrir. Que nos fazem esquecer. Que nos fazem falar com voz de criança. E ser criança... E criançar.

O que será que eles têm?


Marie não é minha, é de Celina e Carol, mas tem ficado aqui em casa numa espécie de guarda compartilhada. 

Divide comigo os meus dias. Me exige carinhos e colinho. Além de comidinha na boca. (Acho que a estou mimando demais!). 

Mas quando ela deita num canto e me olha com seus olhinhos de bola de gude, redondos e bem pretos, e fica assim por um tempo, quietinha, me olhando, a vida fica mais leve. Ah, isso fica. E dá até pra se ter um certo otimismo.

Cachorrinhos deveriam ser vendidos em drágeas, como antidepressivos contra as mazelas do mundo. E, como medicamentos de última geração, teriam uma grande vantagem... Ao invés da tarja preta, trariam uma coleira de strass.

(in pblower-vistadelvila.blogspot.com)

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

POR PURA TEIMOSIA


Não vou dourar pílulas. Não. Tenho andado muito triste. É... Tenho andado. Esta semana, pela primeira vez, desde que criei o blog, não senti vontade de escrever. Não é que eu não tenha sobre o que escrever, que assunto não falta, mas não tive vontade.

Não tenho visto as coisas com bons olhos e a chegada da primavera pouco ajudou. (Primavera chuvosa... Esmirradiiinha...). Primavera que me lembra outras primaveras que chegaram cheias de boas intensões. Primaveras que se desfizeram em praças... Primaveras que silenciaram a grito... Primaveras que floresceram  desencontros... Primaveras sem flor.

Talvez eu esteja, irremediavelmente, ficando velhinha. Daquelas velhas chatas que, quando todo mundo está vibrando com algo, ela chega e diz com sua voz de falsete, Já vi este filme e ele não acaba bem! 

Já vi este filme... E ele não acaba bem.

Quando se cobre o rosto... Quando se quebra a praça... Quando se queima livros (Outro dia andaram queimando a constituição)... A História vai mal.

Não sei quem são eles... Eles que degradam as ruas... Infiltrados, delinquentes, rebeloides, paus mandados... Não sei...

Só sei que estamos pagando a conta de anos de descaso com o futuro. E o futuro está querendo cobrar a dívida... A marteladas.

A única coisa que ainda me anima é que vejo uma certa organização na balburdia.

Nos emprestam a praça para que se faça a História até às 20 horas de cada dia e depois... 

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Não devia ter tentado escrever este texto. Não tenho vontade. Estou muito cética. Perdi a força até para dizer que já vi este filme e que não há nada de novo neste happy hour pirotécnico. Coquetel molotov existe desde outros carnavais...

Na altura do campeonato, estou com muito medo de que a luz no fim do túnel que ainda teima em brilhar algumas vezes não seja o fulgor da esperança, mas sim,  um baita incêndio no canavial.

Esta semana, escrevo por pura teimosia...

(in pblower-vistadelvila.blogspot.com)