sexta-feira, 13 de julho de 2012

DEMANDAS


Hoje eu queria um cantinho de sala com poltrona e abajur. E um livro com figuras. Ou um álbum de família, com a família em preto e branco. Queria mesmo era um canto, onde eu pudesse ficar. Ficar lá no canto bem quieta. Remoendo. Resmungando. Remando contra a corrente. Lá no canto de ficar.

Hoje eu queria uma tarde perfumada. Com cheiro de almofada de madrinha. Cheiro de banho bem morno. Cheiro de bolo saído do forno. Cheiro de infância e de manha. Cheiro de mãe... Cheiro de mãe... E cheiro de amanhecer.

Hoje eu queria um colo de avó. Um conto de fadas. Um aconchego. Um acalanto. Alguém pra trocar minhas mágoas. Pra me cantar num sussurro cantigas de adormecer.

Hoje eu queria um minguauzinho de aveia. Um purê de batata. Um leitinho bem morninho. (Que o estômago tá doendo... Tadinho... Tá doentinho.)

Queria frio e neblina e uma colcha de chenile. Dessa que solta uns pelinhos. Só pra eu poder espirrar.

Queria ficar bem quietinha. Feito lagarta e casulo. Quem sabe amanhã é o dia da borboleta amarela que já chega sabendo voar? Quem sabe...? Quem saberá...?

Mas hoje eu só queria era ficar bem quietinha. Feito uma reza e promessa. Quem sabe amanhã é o dia do milagre? Da festa de largo. Da quermesse. Dia de foguetório. Dia de festejar. Quem sabe...? Quem saberá...?

Mas hoje... Só hoje...

Eu queria mesmo era um cantinho qualquer. Pra eu ficar lá bem sozinha. Bem quietinha. Feito um silencio guardado. Feito uma prontidão de soldado. Feito uma estátua qualquer. Não. Feito uma estatua de sal... Uma estatua de saudade.

(Eu e essa minha mania de desobedecer aos anjos e teimar em olhar para trás!)

(in pblower-vistadelvila.blogspot.com)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

MIMETISMOS



Era domingo passado. Levantei cedo por acaso e esbarrei com este inverno carioca... Quente.. Seco... Enevoadamente azul.

Fiquei um tempo na varanda, olhando a vista, os contornos, respirando, me impregnando daquela manhã de domingo. Fiquei ali como parte da paisagem. Mimetismo e prazer.

Perambulei um pouco pela casa e, depois, fui abrir minhas mensagens. Sou meio viciada em computador. Estou sempre checando coisas.

Logo a primeira... Carinho e surpresa! No Facebook, Aninha contava aos amigos:


"Adoro arrumar a estante, demoro tanto na prateleira de poesias. É que reencontro tanta gente...

Baudelaire, Pessoa, Adélia, Alice Ruiz, Hilda, Manoel de Barros, Lya Luft, Drummond, Quintana, Ana Cristina César, Arnaldo Antunes, Bruna Lombardi, 
Cléo Boechat, Guimarães Rosa e Patricia Blower, amigos imortais!"




Quase perdi o fôlego cercada de tanta Poesia! Mimetizada em um livro, me equilibrei na estante e me aconcheguei nas palavras.

Aninha... A conheci com uns nove anos de idade. Foi uma das alunas de minha primeira turma como professora de inglês. Tinha umas mãozinhas gordinhas e a letra mais bonita que já vi. Eu brincava com ela: Você vai ser jornalista!...

O tempo passou e eu a reencontrei em um dos shows de poesia que cometi na década de 80. Eu era uma marginal... Muito bem comportada!

Não. Na verdade, a reencontrei tendo aulas de canto com Dona Eunice Moço. Quem é de Niterói a conhece.

Continuava sendo Aninha para mim, mas tinha crescido. Virado moça. E com o passar  do tempo fomos nos mimetizando em amigas. Não nos víamos com frequência, mas era sempre muito bom nos encontrarmos. Aninha não fez jornalismo... Virou arquiteta.

De vez em quando a gente se encontra. Nesses acasos da vida. Ela agora é empresária. Me parece feliz e realizada. Fico pensado, pelo menos espero, que eu tenha contribuído um pouquinho para aquele olhar cheio de vida e desafios que encontro nela. Às vezes me mimetizo em mãezona!

Aquela fala domingueira de Aninha, tão inesperada e carinhosa me atiçou lembranças. Um dia fui poeta. Cheia de brilho nos olhos... Iria mudar o mundo... Este vasto mundo!

Um dia tive até bem pertinho de Adélia! Como na estante encantada de Aninha.




Mas não mudei o mundo... O mundo me mudou... Fui-me mimetizando em tantos rostos e gestos! Mas que bom que um pouco da poeta ficou junto de Adélia lá na estante de Aninha.

Então, amiga Ana Cristina , retribuindo o presente tão lindo que você me deu no domingo, abro o Sintaxe do Espanto, este mesmo livro que Adélia folheia ao acaso e trago para a vida um poema que eu sei era seu preferido.

Um beijo grande amiga! 


MIMETISMO

e molhar minhas mãos
 em outras mãos
e me benzer
com lágrimas e saliva
e respirar o hálito de sorrisos
e engolir a vida
assim feita

refletida em pupilas
sonolentas
como na sala de espelhos
de um circo
encontrar na curva em esse
desta estrada
o início de um caminho
não um beco sem saída

e ser vária e vaga e tantos
múltipla pele
a porejar carinho
um camaleão
disposto ao sol
que é ao mesmo tempo flor
ao mesmo tempo espinho

e perseguir como sombra
o teu espectro
e descobrir teu rosto perdido na memória
ficou um olhar esquecido
uma lembrança
ficou um gesto em suspenso
como um grito

molhar minhas mãos
em outras mãos
perseguir como sombra o teu espectro
refletir em minhas pupilas sonolentas
essa múltipla curva
a que chamamos vida

(in pblower-vistadelvila.blogspot.com)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

QUE, PELO MENOS, AS PALAVRAS RESPIREM MELHOR...


O dia começou normal. Acordamos na mesma hora. O café o mesmo, sem nenhuma variação. Silvio saiu para o trabalho e eu para as coisas de sempre. A manhã foi tranquila. Imersa em rotina.

Foi perto da hora do almoço, quando desmarcaram os compromissos da tarde, que me veio aquela sensação esquisita de estar fora de lugar... Assim, como se tivesse perdido o endereço da festa. Me bateu, de repente, uma vontade danada de mudar... Alguma coisa. Qualquer coisa. Virar de ponta a cabeça.


Vontade de fazer uma coisa diferente ... Me sentir diferente... Às vezes me dá isso... Não são desejos de mudanças radicais (pelo menos, normalmente, não são). Mas uma vontade de ver, fazer, ser ... diferente.

A vontade que eu tinha era a de pegar um helicóptero e sobrevoar o Corcovado. Já estou há muito tempo adiando a aventura. Mas não... Fiquei só na vontade...

Não mudei os móveis de lugar... Não comprei roupa nova...

Só fui ao shopping... E passei a tarde por lá. Na verdade, fui ao cabelereiro. Gosto de ir ao cabelereiro... Sou Sanção às avessas. Estou triste, entediada, de mal humor... As coisas podiam ser diferentes?... Corto o cabelo e tudo fica melhor!


Dessa vez, nem cortei o cabelo. Mas pintei e fiz as mãos e os pés. Depilação...  Tudo que cabia em uma tarde e em meu bolso. Depois fui ao Cafeína tomar um... chai?!

Eu, cafeólotra de carteirinha, pedi um chai?! (Ai que coisa nova e diferente! Que transgressão!) E fiquei ali por um tempo, esperando o resto de tarde passar.

E a tarde passou... E a vontade de ter vontade passou... E a Alemanha perdeu da Itália (Estranha esta tarde!)... E mesmo sem ter feito nada, fiquei de ponta a cabeça e a noite caiu sobre meus pés!


Só me restava fazer uma estripulia... Pequena que fosse... Então, mudei o layout do blog.

Acho que gostei. Mais claro. Mais limpo. As palavras respiram melhor.

Espero que gostem... E se divirtam com novas e antigas histórias.

Quanto a esta tarde?... Bem, deixa isso pra lá.

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sexta-feira, 22 de junho de 2012

TRINTA E QUATRO ANOS


Foi como escrevi no post da semana passada. Há trinta e quatro anos eu não ia à Foz do Iguaçu. E, de lá para cá, muita água passou por baixo de minha ponte!

Trinta e quatro anos...



... E fico me perguntando se eu encontrasse esta moça... Espera, 18 anos é menina para mim!... Se eu encontrasse com esta menina hoje, o que falaria para ela? Que conselhos lhe poderia dar?

Antes de tudo, iria logo explicar para ela que a vida não dá para se ensinar. Vida se vive. Com seus meandros e acasos. Com suas surpresas... Boas e más. E que por mais que a gente tente, ainda não encontraram a fórmula mágica de se ser feliz. Felicidade é que nem quebra-cabeça, um jogo de montar. Um pedacinho aqui, outro acolá. Tenta-se encaixar as peças. Algumas se unem, outras nem tanto e outras se negam a se juntar. Então, às vezes, a gente fica com aquele pedaço do jogo (da vida) nas mãos sem saber bem o que fazer... Com aquele momento, aquele gesto, aquela palavra, aquele cheiro ou ruído ou canção. Quanta coisa se perde neste jogo de armar!

Diria também para ela, para amar sem pudores. Que de amor se sofre, por mais que a gente tente evitar. Mas de amor se vive e a gente se alegra e se entrega e se perde... Diria a ela para amar... Muito! Com paixão. Com tesão. Como em um filme de Almodóvar. Muito. Muito. Muito.

Pediria que ousasse e não tivesse tantos medos. Tomasse cuidado com abismos, mas chegasse até a beiradinha e, se possível, tirasse muitas fotos da paisagem como registros de aventuras e desafios.

Aconselharia que pensasse em seu trabalho como único e mágico. E tecesse com fios delicados e sutis a alegria de fazer e transformar. Qualquer coisa que faça, que a faça com arte, mas antes de tudo, com muito prazer! E não tenha medo de mudar, experimentar, tentar outros ofícios... Não seja uma profissão... Tenha projetos e metas... Só seus!

Que cuide de sua dieta sem grandes neuroses. Não se deixe engordar! Mas não deixe de beber um bom vinho e experimentar comidinhas... Tudo com certa moderação!

Sorria muito, mas não se furte a chorar. Chore sim, intensamente, mas só quando e se for preciso. Que chorar demais dá rugas, viu? Cuide da pele e aprenda a se maquiar.

Sorria muito, mesmo quando não estiver com vontade, que o riso ativa hormônios e amizades.

Ah! Não deixe de fazer ginástica, porque depois fica ruim de começar.

Não tenha medo dos riscos, que é com riscos que se desenha, a nanquim, a tela, a teia?, de nossos relacionamentos.

Sorria muito. Que o sorriso engana a tristeza neste jogo de pique-esconde que se chama destino. 

Leia muito. Viaje muito. Vá ao cinema, ao teatro. Exposições. Tenha um hobby. (Eu sempre quis aprender tricô).

Se tiver vontade, tenha filhos e não se assuste com o que dizem de nosso planeta. Vamos sobreviver e as novas gerações serão sempre melhores. (Sou uma eterna otimista!).

Ai, não sei mais o que dizer!

Talvez um dia nós duas possamos nos encontrar. Lá pelos lados de Foz. Vou deixar uma foto para facilitar o encontro.


É isso mesmo. Sou esta senhora gordinha... Que continua acreditando em duendes... Gostando de Poesia... E que, teimosamente, coleciona arco-íris.




Nota: Este texto é meu presente de aniversário para Carol, minha filhota postiça, a quem amo MUITO!!!!!! E que desejo que seja sempre INFINITAMENTE FELIZ!

(in pblower-vistadelvila.blogspot.com)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

UMA BREVE PAUSA



Esta semana, vou ficar devendo um texto. Estou aqui no Festival Internacional de Turismo em Foz do Iguaçu, participando do EIBTUR, I Encontro Internacional de Blogueiros de Turismo. Ontem, tivemos até a presença do Ministro de Turismo que, depois de muitos discursos lá pelos lados da RIO +20, pegou um avião, aterrissou em Foz e declarou alto e em bom som que as Redes Sociais e em especial os blogs têm um papel determinante para o futuro do turismo no Brasil.

A organização do evento está impecável e muito se deve à dedicação e ao empreendedorismo do casal Marcelo e Karina, donos do Hotel Bella Italia e da Loumar Turismo. Não tomem como propaganda não. Os dois acreditam mesmo nesta nova mídia e nos têm recebido com muito entusiasmo e carinho.

Nos últimos dias tenho estado cercada de smartphones, netbooks, IPADs, Androids, tablets,  chips... Twitter e Facebook  bombando... Palestrantes internacionais e blogueiros vindos de muitos cantos do Brasil e do mundo.

Muita gente interessante, inteligente e que quer fazer algo novo e sério. Acho que todos estão de parabéns.

Bem... Quanto a mim... Como foi voltar à Foz depois de trinta e quatro anos? Quando vim da primeira vez, eu era poeta por princípio,  tinha pouco mais de dezoito anos e aguardava ansiosa o resultado  do CPE (Certificate of Proficiency in English) que chegaria em breve de Cambridge  para saber se conseguiria meu primeiro emprego com carteira assinada. Sonhava em ser professora da Cultura Inglesa.

Nossa! Quanta água passou por debaixo dessa ponte até este momento em que vos escrevo. Quanta água passou!



É, mas esta história fica para outra hora, quando a correnteza e a correria não estiverem tão fortes e eu já esteja posta em tranquilidade lá em casa no Rio de Janeiro.

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

CAMINHOS


Revendo fotos com Eulália, esbarramos nesta. Foto tirada em um  bosque nas Highlands. Passei batido pela foto, mas Eulália me pediu para voltar. Volta... Aquela foto das árvores! Paramos por um tempo, ficamos olhando e ela me lançou um desafio. Escreve um texto sobre ela.

Gostei da idéia e, de imediato, o texto me encontrou. Texto antigo, escrito em outras épocas. Era ele o texto para a foto. Só faltava uma coisa. O texto ainda era meu? Eu o escreveria hoje em dia?

Decidi esperar. Buscar outras palavras. Buscar meu rosto naquele bosque escocês.

Olhei a foto. Olhei a foto. Olhei...

O texto era aquele... E o texto ainda era meu...

MOINHOS AO VENTO

estilhaços
restos
resíduos
as armas e o brasão
assassinados
o escudo é pedaço
metade
vazio

metas e meios
rimas lacradas
metas e meios
e medo
mais nada

a lança resvala o espaço
sussurra no vento
e cava
e ruma
e roça
mas alvo não acha

metas e meios
rimas lacradas
metas e meios
e medo
mais nada

coragem
é armadura de brilho
cota e espora
é ferrugem
   ferragem
   fúria
é falsa verdade

metas e meios
rimas lacradas
metas e meios
e medo
mais nada

moinhos ao vento
difusos moinhos
confusas paragens
por que caminhos
estradas e becos
por onde chegar?

triste senhora da triste figura
cavaleiro errante
de vagas questões
sem sancho
sem sonho
sem cavalo alado
mágico e branco
capaz de fugir
para outro lugar

estático cavaleiro
perdido em
metas e meios
e medos
e rimas lacradas

triste senhora da triste figura
sem moinhos de vento
sem lança
sem nada

(Tem uns dias em que a gente fica meio assim... Meio Quixote... Meio Sancho... Meio pelo meio do caminho.)

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

A SIMPLE PRAYER



"Lord,
 Help me to remember
 that nothing is going to happen to me today
 that You and I together
can´t handle." (*)

Eu adoro esta oração!

A primeira vez que a vi foi na Catedral de Salisbury na Inglaterra. Visitei a igreja e depois fui à lojinha para comprar lembranças. Entre tantos bloquinhos, canetinhas, canecas, paninhos, caledários e cartões, lá estava ela, como um postal...

"...You and I together..."

Gosto dessa parceria com Deus. Gosto dessa co-autoria nos milagres. Me emociona a co-responsabilidade.

A oração nos relembra que não dá para colocar a nossa vida, os nossos medos, nossas angústias, os nossos problemas apenas nas mãos dos outros, ainda que este outro seja Deus. Temos que fazer a nossa parte. Mesmo que seja a mais simples. Menos importante. A que pareça que não vai fazer diferença. Mas faz.

Viver é tarefa em mutirão. Minha vida, os meus gestos, minhas omissões, se embrenham e se entrelaçam na vida, nos gestos, nas omissões dos outros. E deixar de fazer não afeta só a nós, mas ao outro também e isso, por tabela, interfere e, muitas vezes, fere a nós mesmos. Estamos atrelados ao próximo que, em muitos momentos, não amamos como a nós mesmos. Por pecado ou, simplesmente, por descaso.

Por descaso... E como um assunto puxa outro... 

Por que falar nisso hoje? Por causa da Rio+20. A cidade já se prepara para o evento e as discussões sobre o futuro do planeta se acaloram. Como um grande efeito estufa.

"...You and I together..."

Será que precisaríamos de tanto esforço, tantas discussões, tantas lutas e reivindicações se TODOS tivéssemos tatuadas na alma estas quatro palavras.


VOCÊ E EU JUNTOS...

Você que está ao meu lado. Você que mora bem longe. Você que eu nem conheço. Você que acredita em Deus e você que já deixou de acreditar... Você, meu parceiro. Você, um desconhecido. Você, estrangeiro. Você, de todas as raças e credos e orientações. Você, com seus medos e seus sonhos. Você que nem é Deus. Você que respira, na clausura do mundo, o mesmo ar que eu respiro.

VOCÊ E EU JUNTOS... PODEMOS FAZER UM BOCADO DE COISAS! 

Mas... Talvez nos falte tempo, ou vontade, ou esperança. Ou tudo seja apenas um grande descaso... Então, nos omitimos e cobramos dos outros. E esperamos que os outros façam o que deixamos de fazer. E exigimos do outro a postura e o afinco que tantas vezes não conseguimos ter.

A foto foi tirada em outras terras, distante do Brasil. O rio está mais limpo que os nossos, mas o principio permanece presente. Continuamos sujando, nós, seres humanos. Homo Poluentis... Até quando?

E enquanto as discussões não terminam e não se encontra uma resposta positiva e final para o problema... Retomo a oração, pelo menos eu e Ele vamos tentar fazer nossa parte...

"Lord,
Help me to remember
that nothing is going to happen to me today
that You and I together
can´t handle."

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Nota sem explicação: Hoje, o porteiro do meu prédio me entregou a Revista Escola e me perguntou se eu também era professora. Me disse que é professor de História e que costumava usar as ideias da revista em suas aulas...
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Amém?

(*) Senhor, Ajude-me a lembrar que nada vai acontecer comigo hoje que Você e eu juntos não possamos resolver.

(in pblower-vistadelvila.blogspot.com)